Uso da albumina modificada isquêmica no diagnóstico de infarto do miocárdio

AUTOR(ES)
FONTE

J. Bras. Patol. Med. Lab.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2015-12

RESUMO

RESUMO Introdução: Relatos na literatura abordam a albumina modificada isquêmica (AMI) como um bom marcador precoce para o diagnóstico de isquemia miocárdica por meio do albumin cobalt binding (ACB) test, ou seja, antes do infarto do miocárdico (IM). Objetivo: Avaliar os níveis plasmáticos de AMI em pacientes infartados a fim de verificar o seu potencial como marcador precoce para o diagnóstico antecipado do IM, investigar sua correlação com os biomarcadores cardíacos já existentes, como creatinaquinase (CK) total e creatinaquinase fração MB (CK-MB), além de avaliar a correlação de AMI com o estresse oxidativo. Métodos: Foram separados dois grupos de acordo com resultados séricos da troponina I (TnI), um com pacientes infartados (TnI superior a 0,05 ng/ml) e outro com pacientes não infartados (TnI inferior a 0,05 ng/ml). Foram analisados os resultados de CK total, CK-MB, substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e AMI em ambos os grupos. Resultados: Em relação aos marcadores cardíacos existentes, houve aumento significativo de CK total e CK-MB no grupo dos infartados; já em relação ao parâmetro de estresse oxidativo, foi observado aumento significativo no grupo dos infartados quando comparado com o dos não infartados. Contudo, a AMI não apresentou diferença significativa entre os grupos; também não houve correlação relevante entre AMI e os marcadores cardíacos, bem como não foi observada correlação de AMI com TBARS. Conclusão: Nossos resultados sugerem que AMI não pode ser utilizada isoladamente como diagnóstico de IM.

ASSUNTO(S)

albumina sérica isquemia miocárdica infarto

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