Competências compartilhadas em alianças estratégicas: um estudo da aliança Cosan e Shell no mercado de biocombustíveis

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. Adm. (São Paulo)

DATA DE PUBLICAÇÃO

2013-06

RESUMO

Em um mundo competitivo, a maneira como uma firma estabelece seus arranjos organizacionais pode determinar sua capacidade de ampliar suas competências essenciais, bem como a possibilidade de atingir novos mercados. Empresas que atuam em apenas um mercado encontram obstáculos para se expandir e por meio de alianças elas encontram uma forma competitiva de criar valor. Formas híbridas apresentam-se primeiramente como alternativas de capturar valor e gerenciar ativos quando o mercado e a hierarquia organizacional não apresentam ganhos para a competitividade da firma. Como resultado, essa forma apresenta desafios como a alocação de direitos e os problemas de agência. O mercado de biocombustíveis tem apresentado mudanças contínuas nos últimos dez anos. Novos arranjos intra-firmas apareceram como um caminho para participar ou sobreviver no cenário de competição global. Dada a necessidade de capital para atingir melhores resultados, tem havido um movimento consistente de fusões e aquisições no setor de biocombustíveis, principalmente desde a crise financeira de 2008. Em 2011 existiam cinco grandes grupos no Brasil com capacidade de moagem de mais de 15 milhões de toneladas por ano: Raízen (joint venture entre Cosan e Shell), Louis Dreyfus, Tereos Petrobras, ETH e Bunge. Grandes companhias de petróleo têm adotado uma estratégia de diversificação como forma de proteção contra os crescentes custos do petróleo. Por meio da análise da aliança entre Cosan e Shell no mercado de biocombustíveis brasileiros, neste artigo avalia-se o modo de governança e os desafios que surgem quando as firmas buscam atingir novos mercado pelo compartilhamento de competências essenciais com empresas locais. Neste artigo tem-se por base pesquisa documental e entrevistas com analistas do departamento de Relações com Investidores da Cosan e examinam-se as questões centrais que permeiam as formas híbridas por meio de Teoria dos Custos de Transação, Teoria da Agência, Visão Baseada em Recursos e da abordagem das capacidades dinâmicas. Um ponto focal neste estudo é a apropriação do conhecimento e os ativos específicos gerados com a aliança estratégica. Uma vez que a aliança é formada espera-se que as competências sejam compartilhadas e novas capacidades expandam os limites da firma. Cosan e Shell compartilham uma série de recursos estratégicos relacionados às suas competências. A Raízen foi formada com base em incentivos econômicos, bem como na melhoria dos recursos internos que aumentassem a presença da empresa no setor de energia mundial. Entretanto, alguns desafios podem estar relacionados ao controle e ao monitoramento dos agentes, considerando que a empresa Raízen é composta por duas partes com culturas organizacionais, conhecimentos tácitos e incentivos de longo prazo distintos. O caso estudado ilustra um arranjo híbrido como forma alternativa de organizar as transações entre firmas: nem mercado nem hierarquia, mas sim uma forma mais flexível de arranjo com uma autoridade central. Os mecanismos de governança corporativa são igualmente um desafio, uma vez que o alinhamento entre companhias parentes em joint ventures é bastante complexo. Essas características conduzem a um organismo com dependência bilateral, oferecendo condições favoráveis para desenvolver capacidades dinâmicas. Entretanto, essas condições dependem dos interesses de longo prazo de cada participante da aliança estratégica.

ASSUNTO(S)

biocombustível joint venture aliança estratégica governança corporativa

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