Characterization of cardiac inflammatory populations and evaluation of interactions leukocytes/endothelium evaluation in the Duchenne type muscular distrophy. / Caracterização de populações inflamatórias cardíacas e avaliação de interações leucócitos/endotélio na distrofia muscular tipo Duchenne.

AUTOR(ES)
DATA DE PUBLICAÇÃO

2008

RESUMO

Distrofia muscular do tipo Duchenne (DMD) é uma miopatia inflamatória recessiva fatal ligada ao cromossomo X (locus Xp21) que afeta 1 a cada 3500 meninos nascidos vivos. A maioria dos pacientes apresenta deleção e/ou ampla mutação no gene dmd, o que determina a não expressão ou a expressão de uma molécula truncada não funcional da isoforma 427kDa da proteína distrofina nas células musculares esqueléticas e outros tipos celulares. As alterações clínicas são evidentes ainda na primeira infância, nas crianças com quatro a cinco anos de idade. A perda da capacidade de deambular ocorre entre oito a dez anos de idade e a evolução para o óbito é em torno da segunda década de vida, geralmente devido à insuficiência cardíaca ou respiratória. O camundongo mdx, um mutante natural que não expressa a distrofina, é amplamente utilizado como modelo animal da DMD e apresenta as alterações histológicas características da doença: mionecrose (6 semanas), regeneração (12semanas) e fibrose (24 e 48semanas). Dados anteriores mostram que os diferentes músculos esqueléticos, e cardíaco, se comportam de forma peculiar de acordo com o perfil de sub-populações de células inflamatórias encontradas e cinética de migração. Este trabalho visa avaliar a migração de sub-populações celulares para o músculo cardíaco com possíveis funções efetoras/reguladoras relacionadas à progressão da doença. Os tecidos foram coletados de animais com 2, 6, 12, 24 e 48 semanas de idade e a análise histopatológica mostrou principalmente macrófagos e fibroblastos nos infiltrados inflamatórios em todas as idades. Com relação aos mastócitos, encontramos células principalmente do fenótipo mucoso (MMC) no pericárdio de animais com 2 semanas. Porém, esses mastócitos aparentemente migram para o endocárdio enquanto assumem o fenótipo de mastócitos de tecido conjuntivo (CTMC). Com relação aos linfócitos de sangue, em animais de 6 semanas observamos um fenótipo compatível com a literatura, sendo CD62-L+/CD44alto/CD2+. Entretanto, em animais com 12 semanas houve um bloqueio na expressão de CD62-L, que provavelmente se deve a liberação da molécula, uma vez que foi encontrada em níveis elevados no soro dessses animais. Com relação às células T cardíacas, em 6 semanas houve um predomínio de células CD3+/CD4+ sobre CD3+/CD8+ cujo fenótipo é CD62-L-/CD44alto/CD2+, já em 12 semanas o fenótipo é CD62-L-/CD44baixo/CD2-, indicando uma possível modulação negativa de suas funções efetoras no tecido. Após 12 semanas de idade, os linfócitos T ıı são raramente encontrados no coração e ensaios de adesão a vasos cardíacos utilizando células CD4 ou CD8 purificadas de sangue mostram que o endotélio está ativado e competente para mediar a transmigração celular. Porém, as celulas T do sangue (CD62L-) têm reduzida capacidade de adesão firme aos vasos. Além disso, apenas em animais de 12 semanas são encontradas células T / (12%), embora no sangue sejam menos de 1%. Foi observada ainda uma população de células progenitoras Sca1+/Mac1-/CD4-/CD8- no coração e a análise fenotípica desta população com relação à expressão de B220 e CD117 mostrou picos distintos de células B220+CD117-; B220+CD117+ e B220-CD117+ nas idades 6, 12 e 24/48 semanas, respectivamente. Em conclusão, nós observamos uma cinética distinta de migração de células inflamatórias para o coração e uma modulação de moléculas de adesão e marcadores de ativação de grande importância para a transmigração e atuação das células inflamatórias.

ASSUNTO(S)

inflamação miocárdio farmacologia myocardium inflammation inflamação distrofia muscular de duchenne muscular dystrophy, duchenne moléculas de adesão celular

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