A perda sanguínea excessiva no pós-operatório de cirurgia cardíaca pode ser prevista com o sistema de classificação da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH)

AUTOR(ES)
FONTE

Rev. Bras. Anestesiol.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2017-10

RESUMO

Resumo Justificativa e objetivo A previsão de perda sanguínea excessiva no pós-operatório é útil para o manejo em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após cirurgia cardíaca. O objetivo do presente estudo foi examinar a eficácia do sistema de classificação da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (International Society on Thrombosis and Hemostasis - ISTH) em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Método Após obter a aprovação do Comitê de Pesquisa Institucional, os prontuários de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca eletiva com circulação extracorpórea (CEC) entre março de 2010 e fevereiro de 2014 foram retrospectivamente revisados. O escore ISTH foi calculado na UTI e os pacientes foram alocados em dois grupos: grupo com coagulação intravascular disseminada (CID) manifesta e grupo com CID não manifesta. Para avaliar a correlação com a Perda Estimada de Sangue (PES), o teste t de Student e as análises de correlação foram usados. Resultados Dentre os 384 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, 70 com CID manifesta (n = 20) ou CID não manifesta (n = 50) foram incluídos. As médias dos escores CID na admissão na UTI foram 5,35 ± 0,59 (Grupo CID manifesta) e 2,66 ± 1,29 (Grupo CID não manifesta) e induzida CID manifesta em 29% (20/70). O grupo CID manifesta apresentou PES superior durante 24 horas (p = 0,006) e um tempo maior de intubação (p = 0,005). Conclusão Apesar da limitação do desenho retrospectivo, o uso do escore ISTH para o manejo de pacientes após cirurgia cardíaca parece ser útil para prever a perda sanguínea excessiva pós-CEC e o prolongamento da intubação traqueal.

ASSUNTO(S)

cirurgia cardíaca coagulação coagulação intravascular disseminada morbidade transfusão

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