A participação da via nitrérgica no aumento da taxa de relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior induzida pela distensão retal em cães

AUTOR(ES)
FONTE

Arq. Gastroenterol.

DATA DE PUBLICAÇÃO

2014-06

RESUMO

ContextoA distensão retal aumenta a taxa de relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior em cães, sendo o relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior considerado o principal fator responsável pelo refluxo gastroesofágico.ObjetivosAvaliar a participação da via nitrérgica no aumento da taxa relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior induzida por distensão retal em cães anestesiados.MétodosCães sem raça definida, machos (n = 21), pesando entre 10-15 kg, foram mantidos em jejum durante 12 horas, no entanto, com água ad libitum. Depois disso, eles foram anestesiados (cetamina 10 mg.Kg-1 + xilazina 20 mg.Kg-1), para a realização do protocolo de avaliação da motilidade esofágica durante 120 minutos. Após um período basal de 30 minutos, os animais foram aleatoriamente tratados intravenosa com: solução salina 0,15 (1 ml.Kg-1), L-NAME (3 mg.Kg-1), L-NAME (3 mg.Kg-1) + L-arginina (200 mg.Kg-1), glibenclamida (1 mg.Kg-1) e azul de metileno (3 mg.Kg-1). Quarenta e cinco minutos após os pré-tratamentos, o reto foi distendido com um balão de látex (DR, 5 mg.Kg-1) ou não (grupo controle), e as variações da motilidade esofágica foram registradas e gravadas ao longo dos 45 minutos seguintes. Os dados foram analisados utilizando-se ANOVA seguido pelo teste de Student Newman-Keuls.ResultadosEm comparação com o respectivo grupo controle, a distensão retal demonstrou induzir um aumento na taxa de relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior. O pré-tratamento com L -NAME ou azul de metileno impediu (P<0,05) este fenômeno, que foi reversível após a administração de L-Arginina + L-NAME. No entanto, o pré-tratamento com a glibenclamida não conseguiu suprimir este processo.ConclusõesPortanto, este estudo sugeriu que a distensão retal aumenta a taxa de relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior em cães através da via nitrérgica.

ASSUNTO(S)

transtornos da motilidade esofágica esfíncter esofágico inferior efluxo gastroesofágico reto Óxido nítrico

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