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Nesta dissertação, apresento uma análise de obras de Bram Stoker e F.

Marion Crawford com base em suas descrições de vampiras.

Meu corpus é composto pelo romance Dracula de Stoker e pelo conto de Crawford For the Blood Is the Life .

A minha análise deste corpus baseia-se em quatro princípios: a punição deve ser proporcional ao crime, o controle é exercido através da formação de uma comunidade; as vampiras foram consideradas mais ameaçadoras do que os vampiros; a morte é o último recurso para repreender a conduta feminina; e há um certo preconceito na descrição destas personagens femininas.

Todos esses princípios parecem ser comprovados pela manifesta inevitabilidade da morte das mulheres e pelo rigor e brutalidade nas execuções das vampiras.

A figura da vampira parece ajudar a vislumbrar as mudanças do papel da mulher na sociedade do século XIX e na resposta geral a estas mudanças.

A idéia de que a deterioração da condição humana está relacionada ao feminino e à feminilidade é associado à idéia de monstruosidade e alteridade em histórias de vampiros.

Minha análise das obras de Stoker e Crawford demonstra que ambos os autores representam, por meio de suas vampiras, que uma comunidade é formada no seio da sociedade para impor regulamentação de práticas sexuais e evitar que intercursos sexuais irregulares se espalhem entre os outros membros dessa comunidade e da sociedade em geral.

Uma vez que os comportamentos não-femininos causam a exclusão das mulheres da sociedade e da comunidade, e quando não há nenhuma chance da recuperação, a morte é a única alternativa possível.

A morte é paradoxalmente punição e salvação, pelo menos para os personagens femininos.