Limitação terapêutica para crianças portadoras de malformações cerebrais graves

Autor Principal: Palhares, DarioSantos, Íris Almeida dosCunha, Antônio Carlos Rodrigues da
Tipo:
Idioma: enespt
Publicado em: Revista Bioética
Link Texto Completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&lang=pt&pid=S1983-80422016000300567
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Resumo As malformações cerebrais congênitas podem se apresentar de forma leve ou grave, podendo ser letais mesmo poucas horas após o nascimento.

A partir de levantamento bibliográfico sistemático, verificou-se que, embora em tese sejam eticamente semelhantes suspender e renunciar a tratamento, tal equivalência não é percebida na prática por médicos e enfermeiros assistentes, nem pela população em geral, que tende a aceitar mais confortavelmente a renúncia que a suspensão de tratamentos.

O diálogo com os pais é o procedimento que legitima a iniciativa médica de propor limitação terapêutica.

Em conclusão, as malformações cerebrais graves resultam em contexto de terminalidade de vida, em que limitação ao suporte respiratório é o principal conflito enfrentado e ao qual se aplicam princípios bioéticos dos cuidados paliativos.