Lesão hepática isolada por arma de fogo: é possível realizar tratamento não operatório?

Autor Principal: STARLING, SIZENANDO VIEIRAAZEVEDO, CAMILA ISSA DESANTANA, ALINE VALENTERODRIGUES, BRUNO DE LIMADRUMOND, DOMINGOS ANDRÉ FERNANDES
Tipo:
Idioma: enpt
Publicado em: Rev. Col. Bras. Cir.Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Assuntos:
Link Texto Completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&lang=pt&pid=S0100-69912015000500238
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RESUMOObjetivo:analisar a segurança e efetividade do tratamento não operatório (TNO) da lesão hepática, como única lesão abdominal, em vítima de perfuração por projétil de arma de fogo (PAF) no abdome.Métodos:Foram estudados os pacientes com lesão hepática diagnosticada como única lesão abdominal provocada por PAF na região toracoabdominal direita, hemodinamicamente estáveis.

Todos foram submetidos ao exame com tomografia computadorizada.

Foram analisados: idade, sexo, índices de trauma, condição hemodinâmica e exame do abdome à admissão, resultados da tomografia computadorizada, lesões extra-abdominais existentes, níveis séricos de hemoglobina, evolução clínica, presença de complicações, tempo de permanência hospitalar, acompanhamento ambulatorial e óbito.Resultados:no período do estudo, 169 pacientes do protocolo de TNO apresentaram lesão hepática por projétil de arma de fogo.

Destes, apenas 28 pacientes (16,6%) possuíam lesão hepática como única lesão abdominal e preencheram os critérios de inclusão no estudo.

A média de idade foi 27,7 anos e 25 pacientes (89,2%) eram do sexo masculino.

A média global dos índices de trauma verificada foi: RTS 7,45; ISS 10,9; e TRISS 98,7%.

As lesões mais frequentes foram a grau II e grau III (85,7%).

Um paciente apresentou complicação.

Não houve óbito na série.

A média de permanência hospitalar foi 5,3 dias.Conclusão:A lesão hepática isolada no trauma penetrante por PAF é pouco frequente e o tratamento não operatório desse tipo de lesão é seguro e apresenta baixa morbidade.

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