Fatores psicossociais e carga mental de trabalho: uma realidade percebida pelos enfermeiros em Unidades de Terapia Intensiva

Autor Principal: Ceballos-Vásquez, PaulaRolo-González, GladysHérnandez-Fernaud, EstefaníaDíaz-Cabrera, DoloresParavic-Klijn, TatianaBurgos-Moreno, Mónica
Tipo:
Idioma: enptes
Publicado em: Rev. Latino-Am. EnfermagemRevista Latino-Americana de Enfermagem
Assuntos:
Link Texto Completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&lang=pt&pid=S0104-11692015000200018
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OBJETIVO: analisar a percepção de fatores psicossociais e a carga mental de trabalho de enfermeiros que trabalham em unidades de terapia intensiva.

A hipótese é que os enfermeiros dessas unidades podem perceber os riscos psicossociais e manifestar uma alta carga mental de trabalho.

Além disso, a dimensão psicossocial relacionada às demandas cognitivas do cargo explicaria a maior parte da carga mental de trabalho.

MÉTODO: estudo quantitativo, com delineamento descritivo, transversal e comparativo.

Foi examinada 91% da população das Unidades de Terapia Intensiva de três hospitais chilenos, correspondente a 111 enfermeiros.

Os instrumentos utilizados incluíram (a) um questionário do histórico biossociodemográfico; (b) o questionário SUSESO-ISTAS 21; e (c) a Escala Subjetiva de Carga Mental de Trabalho (ESCAM).

RESULTADOS: no total, 64% e 57% dos participantes perceberam um alto nível de exposição aos riscos psicossociais Demanda psicológica e Jornada dupla, respectivamente.

Além disso, foi observado um nível de médio para alto de carga mental global.

Foram obtidas correlações positivas e significativas entre algumas das dimensões do SUSESO-ISTAS 21 e do ESCAM.

Utilizando uma análise de regressão, determinou-se que três dimensões do questionário de risco psicossocial ajudaram a explicar 38% da carga mental total.

CONCLUSÃO: os enfermeiros das unidades de terapia intensiva percebem os fatores psicossociais e a sobrecarga mental de trabalho em várias de suas dimensões.