Efeito da atividade esportiva sistematizada sobre o desenvolvimento motor de crianças de sete a 10 anos

Autor Principal: SANTOS, Camila Ramos dosSILVA, Carla Cristiane daDAMASCENO, Mara LaizMEDINA-PAPST, JosianeMARQUES, Inara
Tipo:
Idioma: Português
Publicado em: Rev. bras. educ. fís. esporteRevista Brasileira de Educação Física e Esporte
Assuntos:
Link Texto Completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&lang=pt&pid=S1807-55092015000300497
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ResumoAtividades físicas programadas na infância são reconhecidas por ocasionar mudanças nos diversos aspectos do desenvolvimento das crianças.

Assim, o presente estudo objetivou verificar o impacto da atividade esportiva programada de ballet clássico e de futsal sobre indicadores de motricidade global e de equilíbrio em crianças.

A amostra foi composta por 160 crianças entre sete e 10 anos de idade.

Oitenta crianças de ambos os sexos foram selecionadas no ambiente escolar e compuseram os grupos de escolares, caracterizado pela prática exclusiva de Educação Física escolar.

Os grupos vinculados à prática esportiva foram compostos por 40 crianças do sexo feminino, praticantes de "ballet" clássico e 40 do sexo masculino, praticantes de futsal, caracterizando os grupos de prática sistematizada.

Para a avaliação motora foram aplicados os testes de motricidade global e equilíbrio da Escala de Desenvolvimento Motor "EDM".

Além disso, o questionário de atividade física habitual foi utilizado para calcular o gasto energético.

A distribuição dos dados foi verificada através do teste Shapiro-Wilk, e em seguida foram aplicados os testes não-paramétricos Kruskall-Wallis com post hoc U de Mann-Whitney, Wilcoxon e Qui-Quadrado de Pearson.

O nível de significância foi estabelecido em 5% (p ≤ 0,05).

Resultados significantes foram encontrados entre os grupos de prática sistematizada com índices classificados como superiores e percentuais maiores em Idade Motora em Motricidade Global (IMMG) e Idade Motora em Equilíbrio (IME) do que idade cronológica (IC).

Conclui-se que as crianças praticantes de atividades esportivas demonstraram superioridade nos testes aplicados quando comparados ao grupo controle, em que mais de 65% apresentam classificação normal.