Consumo de álcool e intervenção breve em vítimas de trauma

Autor Principal: OLIVEIRA, KARINA DINIZBARACAT, EMILIO CARLOS ELIASLANARO, RAFAELEUGENI, CAROLINERICCI, ELLENRABELLO, MAYARA SCHIAVONSOUZA, JULIANA PERPETUO DEGIMENES, VITORIA CARNEIROAZEVEDO, RENATA CRUZ SOARES DEFRAGA, GUSTAVO PEREIRA
Tipo:
Idioma: enpt
Publicado em: Rev. Col. Bras. Cir.Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões
Assuntos:
Link Texto Completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&lang=pt&pid=S0100-69912015000500202
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Objetivo:avaliar os mecanismos e a gravidade do trauma em pacientes que preenchessem critérios para abuso ou dependência de álcool de acordo com o Mini International Neuropsychiatric Interview e apresentar o padrão de consumo de álcool e as mudanças um ano após o trauma.Métodos:estudo quantitativo transversal e longitudinal realizado de novembro de 2012 a setembro de 2013 em Unidade de Emergência.

O paciente era submetido a uma entrevista semiestruturada que avalia abuso e dependência de álcool.

Os pacientes abusadores e dependentes de álcool foram submetidos à intervenção breve.

Um ano após a admissão os pacientes foram contatados e questionados acerca do padrão de uso e as razões de eventuais mudanças.Resultados:de uma amostra de 507 pacientes admitidos na UE por trauma, 348 responderam ao MINI, sendo 25,9% abusadores e 10,3% dependentes de álcool.

Entre os abusadores o mecanismo de trauma mais frequente foi o acidente de motocicleta (35,6%) e nos dependentes houve predomínio de espancamento (22,2%).

Amostras de sangue positivas para álcool foram identificadas em 31,7% dos abusadores e 53,1% dos dependentes.

Um ano após o trauma, 66 abusadores e 31 dependentes foram contatados, constatando-se que 36,4% dos abusadores e 19,4% dos dependentes diminuíram o padrão de consumo de álcool.

A principal razão relatada de redução foi o trauma.Conclusão:o acidente de motocicleta foi o mecanismo de trauma mais frequente e entre os abusadores e dependentes de álcool houve redução do consumo de álcool após o trauma, porém a IB não foi a razão mais relatada para a mudança do hábito.