“Fazer falar o silêncio da história”: a virada narrativa dos museus

Autor Principal: Padiglione, Vincenzo
Tipo:
Idioma: enitpt
Publicado em: Fractal : Revista de Psicologia
Link Texto Completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&lang=pt&pid=S1984-02922016000200181
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Resumo A narração assume um estatuto múltiplo: torna-se uma estrutura empregada para oferecer contextualizações ou um estratagema para superar problemas de comunicação de museu, como por exemplo juntar fontes, temas e, sobretudo, temporalidades heterogêneas.

Com a new museology, afirmou-se a ideia de que o museu não pode ser colocado em um empíreo, do qual garante uma visão universal.

O museu narrativo nasceu da crise de modelos até então hegemônicos.

Em segundo lugar, entraram em crise as modalidades autorreferenciais de comunicação.

“Colocar a periferia no centro”, oferecer atenção a quem não teve reconhecimento pela história, que só sofreu a partir da tempestade do moderno, ou seja, fazer falarem sujeitos, territórios, culturas que viram negada a sua voz e a sua identidade.

A mostra RISARCIMENTI [Storie di vita e di attesa], 2011, o Museu Etnomuseo Monti Lepini, o Museu do Brigantaggio di Itri e o Museu do Brigantaggio di Cellere falam desta perspectiva.

Então, deve-nos convidar a assumir uma dimensão reflexiva, produzir obras não decisivas e monolíticas, mas parciais e também desmontáveis e criticáveis.